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Jornalista da Folha de S.Paulo,
mestre em história da ciência pela PUC de São Paulo, autora dos livros ("Quero Ser Mãe", editora Palavra Mágica, e "Por Que a Gra- videz Não Vem?", editora Atheneu) ![]() ![]() ![]() ![]() ![]() "Quero Ser Mãe"O livro conta histórias reais de 30 mulheres que fizeram fertilização artificial em razão de diversos problemas ![]() "Por Que a Gravidez Não Vem?"Esclarecimentos sobre infertilidade conjugal a partir de dúvidas de quem vive o problema ![]() ![]() ![]() ![]() Ginecologistas
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Adoção à brasileira: diga não!
Crianças e adolescentes negros é a maioria das 80 mil disponíveis para adoção nos abrigos do país Neste domingo, dia 25, é comemorado o Dia da Adoção. Neste ano, a data ganha um sabor especial graças à criação do Cadastro Nacional de Adoção (CNA), lançado em 29 de abril pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ). A promessa é de que o cadastro agilize os processos a partir de julho deste ano. Estou torcendo muito para que o sistema dê certo e regularize a situação, evitando, assim, a chamada "adoção à brasileira", que é registrar como filho uma criança nascida de outra pessoa. A prática é muito comum, mas é ilegal e desaconselhada por psicólogos e juízes. A atitude é considerada é crime de falsidade ideológica, previsto no artigo 242 do Código Penal, com pena de reclusão de 2 a 6 anos. A situação, normalmente, envolve intermediários que também podem ser punidos conforme o artigo 237 do Estatuto da Criança e do Adolescente. Além disso, os pais biológicos podem recorrer à Justiça a qualquer momento para reaver o filho. Na adoção à brasileira, a história de vida e de origem da criança desaparece. E no futuro, isso pode gerar inquietação e problemas para o adotado. Semana passada, uma amiga me procurou pedindo um conselho a respeito desse assunto. Disse que uma mãe no Sul do país, grávida de quatro meses, quer "dar" a criança assim que ela nascer. É o quinto filho que a mulher gera e doa em seguida ao nascimento. Todos os outros filhos foram adotados de forma ilegal. E esse não será diferente. Minha amiga queria saber o que eu achava, se ela deveria ou não topar a aventura. É óbvio que eu disse que não e argumentei com os fatos expostos acima. Não sei se a convenci, mas pelo menos agora ela sabe dos riscos que está correndo caso leve a idéia adiante. Acho péssimo iniciar qualquer tipo de relação com mentira e omissões. Ainda mais se tratando de uma pessoinha que fará parte de toda sua vida e a quem será dedicado tanto amor. * A AMB (Associação dos Magistrados Brasileiros) lançou na semana passada a campanha "MUDE UM DESTINO". Penso que seja uma forma de a sociedade ver na adoção legal o caminho para tantos casais que desejam um filho e para tantas crianças que almejam um lar. O casal que emprestou a imagem à campanha da AMB tem, aliás, uma história muito bonita. Rosane e Felipe fizeram vários tratamentos de fertilização que consumiram o equivalente a um apartamento. Depois de muito sofrimento, adotaram um casal de gêmeos negros, Hélio e Maria Luiza. Estão felizes da vida com a decisão e são os pais mais babões e corujas do mundo, segundo amigos que temos em comum. Abaixo, segue o link da campanha, com a foto da família: http://www.amb.com.br/mudeumdestino/
Escrito por Cláudia Collucci às 17h54
![]() E que venham as epifanias
"Torço por você e para que você seja abençoada não só com crises, mas com epifanias também, as mais lindas." Esse recado, da Monique, foi umas das inúmeras gentis mensagens que recebi após a publicação do meu último post. E eu me coloquei a pensar sobre as epifanias que surgem na nossa vida e, muitas vezes, estamos míopes para enxergá-las. Epifania costuma ser definida como uma súbita sensação de realização ou compreensão da essência ou do significado de algo. O termo é usado nos sentidos filosófico e literal para indicar que alguém "encontrou a última peça do quebra-cabeças e agora consegue ver a imagem completa" do problema. O termo é aplicado quando um pensamento inspirado e iluminante acontece, que parece ser divino em natureza. Epifania também possui o significado de manifestação ou aparição divina. Diversos personagens históricos, na maioria líderes religiosos, filósofos, cientistas, místicos e escritores já teriam tido experiências epifânicas, dentre eles Buda, Moisés, Arquimedes e James Joyce Isso posto, comecei a pensar nas minhas próprias epifanias. Lembrei do cartão lindo que recebi da minha sobrinha Catherine, 10 anos, no Dia das Mães. Com aquela letrinha fofa de criança, ela escreveu: "Cacau (como ela me chama) você parece minha mãe pelo carinho que você me dá". Disfarcei as lágrimas num beijo que se perdeu nos caracóis dos cabelos da pequena. A menorzinha, Sophia, 2 anos, também já anda a tagarelar Cacau para cá, Cacau para lá. É só me ver que ela pega na minha mão e quer dançar, pular. Também lembrei dos mimos do meu marido, sempre tão presente, sempre tão companheiro. E do carinho dos meus amigos e das mensagens maravilhosas que recebo neste espaço e no meu e-mail todos os dias. E, por alguns momentos, senti essa súbita sensação de realização. Seria um exagero dizer que, com isso, "encontrei a última peça do quebra-cabeças e agora consigo ver a imagem completa do problema". Mas posso garantir que isso tudo me fez muito bem. E que a crise, pelo menos por ora, já foi embora. Um beijo enorme para vocês!!!
Escrito por Cláudia Collucci às 18h51
![]() A crise nossa de cada dia
Hoje amanheci em crise. Ao abrir os olhos pela manhã, fui arrebatada pela saudade do filho que ainda não veio. Meu ninho quentinho de lençóis e ededrons, pareceu-me vazio. E eu cai no choro. O sol brilhando lá fora, e aqui dentro de mim um dia frio e cinzento. Talvez seja o cansaço de semanas consecutivas de trabalho intenso, talvez o processo de elaboração do luto de mais um Beta negativo, talvez a saudade do marido, da família e dos amigos distantes, talvez isso tudo junto mais o fato de que as crises são parte fundamental da existência humana. Por outro lado, é razoável pensar que é justamente nestes momentos de crise que a vida nos oferece o desafio e a oportunidade de descobrir aquilo que damos valor, redescobrir o que precisamos, redefinir o que nos dá prazer e reorganizar as engrenagens internas do ego. A crise não nos permite simplesmente viver num buraco profundo de necessidades não-declaradas e sonhos não-realizados. Ela nos sacode, põe o dedo na ferida. E isso, por mais dolorido que seja, funciona como uma mola propulsora para fazermos as mudanças que o momento exige. Portanto, as crises também podem ser bênçãos disfarçadas. Mas essa ficha só vai cair quando conseguirmos sair delas. Enquanto estivermos sob o impacto da dor esmagadora, é difícil associar esse tormento a uma bênção disfarçada. A sensação é de que estamos paralisados, congelados em um momento entre quem somos e quem gostaríamos de nos tornar. Falo isso por experiência própria, de quem tem carimbado no passaporte da vida muitos momentos de crise. Mas me considero uma sobrevivente. Mesmo em ocasiões em que a vida pôs à prova minha determinação de viver, eu sempre coloquei um pé à frente do outro e acabei pegando o impulso de novo. Todos nós somos vítimas de algo. Porém, é o que fazemos depois da queda que define quem somos nós realmente. Nesses momentos, a pergunta mais importante não é "Por que isso está acontecendo comigo?", mas "Aonde quero ir com que tenho agora?". Nem por isso deixe de chorar, de lamentar a sua dor. Elabore seu luto e siga em frente tendo em mente que a sobrevivência não é a simples capacidade de continuar a respirar e ir tocando em frente uma vida preto-e-branco. Sobrevivência é a capacidade de transformar toda crise em uma vida mais plena. É a capacidade de poder evoluir e tornar-se alguém mais alegre e radiante. Uma boa vida não é fácil. Requer atos diários de adaptação, coragem e amor. É a essa lição que me dedicarei hoje. Quando conseguir tirar o pijama e sair do meu ninho.
Obrigada Laura Day, autora do "Bem-Vindo a sua crise", por me inspirar neste post.
Escrito por Cláudia Collucci às 12h17
![]() Americana de 41 anos espera seu 18º filho
Michelle, o marido e a prole Uma mulher nos EUA espera seu 18º filho. Grávida de seis semanas, Michelle Duggar dará a luz no Réveillon a um bebê que virá a se somar a uma prole de sete irmãs e dez irmãos _entre eles dois gêmeos. Michelle esteve grávida durante mais de 11 anos de sua vida e a família está no processo de filmagem de uma série do canal Discovery Health. Leia e veja mais no site: http://health.discovery.com/convergence/duggars/duggarfamily.html O filho mais velho do casal, Josh, tem 20 anos e a mais jovem, Jennifer, tem nove meses de idade. A família vive em Tontitown, no estado do Arkansas, em uma casa de 650 m2. Todas as crianças, cujos nomes começam com a letra J, são educadas em casa. Nos EUA é legal que a educação formal das crianças seja feita em casa, o que é chamado de home-school. O programa da Discovery Health mostrará o ocorre no interior da casa, onde as tarefas_ ou "jurisdições"_ são designadas a cada criança. Um episódio do novo programa envolve uma "troca de jurisdição" onde os meninos farão as tarefas atribuídas tradicionalmente às meninas e vive-versa. Michelle e seu marido, Jim Bob Duggar, disseram que continuarão a ter filhos enquanto Deus desejar. "O sucesso em uma família é, em primeiro lugar, o amor a Deus e, em Segundo, tratar a cada um como se quer ser tratado", disse Jim. "Nosso objetivo é que nossos filhos sejam os melhores amigos uns dos outros. E cada um trabalhando junto para servir ao outro faz isso acontecer." As outras crianças do casal entre Joshua e Jennifer são Jana, 18; John-David, 18; Jill, 16; Jessa, 15; Jinger, 14; Joseph, 13; Josiah, 11; Joy-Anna, 10; Jeremiah, 9; Jedidiah, 9; Jason, 7; James, 6; Justin, 5; Jackson, 3; e Johannah, 2. Não é uma história inacreditável?
Escrito por Cláudia Collucci às 20h22
![]() Gravidez natural após fazer FIV
"Guerreiras e futuras vencedoras, eu não podia me calar de jeito nenhum e por isso lhes escrevo. Minha luta foram de seis anos de tentativas, duas operações, uma inseminação, três FIVS, muuuuuuuito hormônio, dosagem máxima de Gonal sem obter quase resposta... Em outubro de 2006, decidi com meu marido tentarmos pela última vez, já estávamos cansados e calejados. Segundo o meu médico, que foi super sincero comigo, minhas possibilidades de engravidar mesmo fazendo FIV seria de 5%... E lá fomos nós! Dosagem máxima de Gonal mais uma vez, e no final "apenas" dois óvulos, desses dois óvulos ficou nossa benção que hoje tem quase dez meses e supera cada dia mais tudo aquilo que imaginava ser mãe. É indescritível! E a história não termina por aqui não... Mês passado, depois de muitos dias de atraso e de pensar que estava com algum probleminha de saúde (eu ainda estava amamentando...) veio a grande surpresa da minha vida: tô gravida novamente, NATURALMENTE, desafiando tudo e todos! E hoje, queridas, completo 12 semanas de gestação. Venho aqui neste espaço, que já me ajudou muito em momentos de luta, lhes contar esta vitória, este milagre, para dizer a vocês que para DEUS TUDO _ABSOLUTAMENTE_ TUDO É POSSíVEL! Creiam e não se desesperem, lutem e creiam no tempo e no plano de DEUS nas nossas vidas. Bjs no coração de cada uma." Taci deixou essa linda mensagem no fórum e é com ela que eu quero encerrar esta semana. Para todas nós que estamos em busca da maternidade, os próximos dias tendem a ser desafiadores. Na TV, nos jornais, nas revistas, nos shoppings, onde quer que olhemos só vamos encontrar imagens de felizes mães com seus rebentos de todas as idades. Eu mesma, calejada com Dias das Mães anteriores, me vi nesta semana com lágrimas nos olhos diante de um comercial de TV qualquer. Mensagens como a da Taci nos enchem de esperanças. Faz-nos olhar com cautela algumas "verdades" médicas que às vezes minam as expectativas de uma gravidez natural. Conheço outras dezenas de casos semelhantes e gostaria de reuni-los aqui. Infelizmente não os selecionei e não conseguiria procurá-los nas mais de 10 mil mensagens que já foram postadas neste blog. Portanto, peço às mulheres que já passaram por essas situações _tiveram uma primeira gravidez por FIV e depois outra naturalmente_, que me escrevam. Gostaria de escrever uma linda reportagem sobre esse tema. Penso que essas histórias nos faz acreditar que a vida é realmente incrível e nos reserva surpresas inimagináveis. PS - Taci, Fátima, Simone e Cláudia: obrigada pela colaboração de vocês. Foi um prazer o contato. Quem quiser ler a matéria que saiu no Dia das Mães, o link é : http://www1.folha.uol.com.br/fsp/cotidian/inde11052008.htm
Escrito por Cláudia Collucci às 20h16
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